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Quinta-feira, Agosto 21
Chegamos do tour ontem. Simplesmente sensacional!! Estamos sem condicao de escrever, mas vcs verao como eh lindo...
Estamos em Potosi, a cidade mais alta do mundo! Daqui a 15 min sai nosso onibus para Cochabamba. Tudo isso eh o caminho de volta para o Brasil. Daqui a tres ou quatro dias estaremos ai!! Ateh...
![]() Domingo, Agosto 17
Fala galera! Estamos em Sao Pedro de Atacama, no Chile. Uma cidadezinha de 3000 habitantes com muito turista e tudo, mas tudo bem caro. Viemos de Arica, onde tiramos fotos no Pacifico!! Conseguimos chegar do outro lado do continente, foi bem legal.
Amanha partimos para o Uyuni, na Bolivia. Atravessaremos o deserto em um carro 4x4 durante tres dias. Promete ser uma viagem linda, com lagoas coloridas, desertos de sal e vulcoes. Bom, entao ateh daqui a alguns dias!!! Algumas fotos: SÃO PEDRO
ARICA
![]() Quinta-feira, Agosto 14
Chegamos hj de manha em Arequipa, no sul do Peru. Daqui vamos para Tacna, talvez amanha, q eh pertinho do Chile, e depois para Arica, jah no Chile. Em Arica, onde ha algumas praias, esperamos dar uns mergulhos no Pacifico (mae, pode deixar q vou ter cuidado com o mar).
SORTE!!! O bom de termos chegado hoje em Arequipa foi q eh aniversario da cidade e tah tendo uma enorme festa. Em todas as pracas tem shows e festejos, q vao ateh o sabado. De noite, vao acontecer shows maiores, com Fito Paez, Juan Gabriel ( um Julio Iglesias q eh mexicano) e outros q ainda nao descobrimos. Amanha, vai ter um desfile, tipo um carnaval, com varios carros alegóricos q tao espalhados pela cidade.
Coisas dos Andes:
1) As bebidas aquí (Kola Real, Inka Kola, cerveja Cusquena, etc) sao todas tomadas a temperatura ambiente. Seja cerveja, refrigerante ou sucos, nada de geladeira, esteja frio ou calor. Pedras de gelo eh outra coisa q nao existe. 2) Uma duvida: estamos economizando demais nos hoteis ou eh costume nao haver tabuas nas privadas? De todos, o unico q tinha era o de La Paz. 3) Quando perguntamos ao pessoal daqui se eles gostam de musica brasileira, eles respondem sempre o mesmo: gosto, mas nao sei dancar. Musica brasileira para eles se resume a musica baiana. 4) Ainda no assunto, o maior sucesso por aquí eh o Axe Bahia. O detalhe eh q nao eh o ritmo, mas um grupo com esse nome, q canta danca da manivela, do vampiro e outras mais. Formado por 3 caras estranhos e 2 mulheres gostosas, o sucesso eh tanto q vendem-se cartazes deles nas bancas de jornais. Terça-feira, Agosto 12
TILHA INCA - 4º DIA - MACHU PICCHU!!!
Acordamos as 3h45 e ainda no escuro partimos pra cidade perdida de Machu Picchu. A caminhada eh curta, cerca de duas horas. A visao que temos da cidade de longe eh inesquecível. Chegamos a Machu Picchu por cima e soh estando lah para entender como eh especial. Antes nos perguntavamos: "O que vai ter de diferente em Machu Picchu?". Por toda a trilha passamos por ruinas incas e jah tinhamos visto muitas outras impressionantes nos passeios ao redor de Cusco. O que acontece eh que Machu Picchu eh uma cidade inca praticamente completa, cercada por montanhas lindas que parecem protege-la. Para ser perfeito, ainda tem a montanha Wayna Picchu atras compondo o visual. Uma das muitas montanhas que cercam a cidade se chama Machu Picchu tb e, segundo nosso guia, significa montanha velha. Wayna Picchu significaria montanha nova. Isso tudo pelo q meu limitado espanhol entendeu. Se pode fazer uma caminhada para subir a Wayna Picchu, mas fica pra uma proxima vez. No entanto, deve valer a pena ter a visao de Machu Picchu por Wayna. Enfim, nao dah pra descrever a sensacao. Nas fotos talvez fique mais proximo da realidade.
a caminho de Machu Picchu ainda no escuro!!
mauricio, praticamente um inca
primeira visao de Machu Picchu!
e chegavamos cada vez mais perto
lhamitas na entrada da cidade! ou seriam alpacas??
foto classica.
e eu estava lah...
o mauricio tb
estavamos!!
por outro angulo. atras, Wayna Picchu
banheiro inca
uma parte da cidade
esse eh o templo do sol. algum dia do ano (esqueci!) aquela janela eh iluminada perfeitamente num angulo com a montanha ao nascer do sol. assim, os incas conseguiam controlar o tempo e a agricultura
pedras brutas q seriam trabalhadas antes do abandono da cidade
!!!
reparem nessa pedra. eh uma maquete das montanhas feita pelos incas
ainda a maquete
mais machu picchu!
!!!
mauricio
eu
turistada curtindo um dos muitos gramadinhos da cidade
Machu Picchu!!!!!
TILHA INCA - 3º DIA
Acordamos as 5h da manha, como no dia anterior. Eu estava com a impressao de que o pior jah tinha passado. Mas sao 16km de caminhada no 3º dia e quase nao tem plano. A descida para o ultimo acampamento parece eterna. Jah estavamos com o cansaco acumulado do 2º dia e, entao, tudo comeca a atrapalhar. A mochila fica mais pesada, as costas comecam a doer, as pernas estao fracas e, para completar, chove. Alem de caminhar, temos que nos preocupar em nao molhar nossas coisas. Ninguem queria dormir no frio e no molhado. Para mim, este dia foi o mais dificil da trilha. Talvez o erro tenha sido pensar que seria facil. No acampamento, tomamos o primeiro banho (a 5 sois e somente cinco minutos) depois desses dias todos.
nosso acampamento da segunda noite
vista da nossa barraca
cachoeiras de degelo
uma das ruinas do 3º dia. seria um posto de controle da trilha, segundo a guia
mais uma ruina. impossivel esconder a cara de cansaco
a mesma ruina
estavamos dentro das nuvens. a montanha Machu Picchu estah atras delas
TILHA INCA - 2º DIA
O tao falado e temido 2º dia eh quando subimos ao ponto mais alto da trilha, a 4200m. Estava encarando estes 12km como um desafio e, dessa forma, acabou sendo "tranquilo" (tio, nem me borrei. quero saber vc...). Com hojas de coca na boca a todo momento (acho q se nao fossem elas teria muitos problemas), chegamos ao passo de 4200m depois de muita chuva e ateh nevasca. Para mim, e acho q pra todos, foi uma vitoria e tanto. A descida, que parecia ser moleza, foi tao dificil quanto a subida. As pedras da trilha estava molhadas e escorregavam muito. As pernas cansadas cambaleavam e tinhamos que ter firmeza para nao virar o pe e torce-lo. Muito dificil. Depois de 1h30 de descida, chegamos ao segundo acampamento.
a mais de 4200m
cansaco ao vencer o passo!!
esses sao os caras!! os porteadores (carregadores) fazem a gente sempre lembrar que eh turista
por esse lado comecava a descida
4215m!! nao eh estoria...
a trilha cheia. turistada em peso
a galera da eco sempre lembrada...
olha o mauricio chegando ao passo!
TILHA INCA - 1º DIA
A caminhada eh tranquilinha se compararmos aos dois proximos dias. Saimos do km 80 e tal umas 13h e chegamos antes de anoitecer. Jah deu pra sentir o visual alucinante que viria pela frente. Uma observacao: ingressam a Machu Picchu cerca de 500 a 700 pessoas por dia, segundo a guia.
ponto de saida no km 88
visual foda com a trilha abaixo
subida logo nas primeiras horas de caminhada
e aparecem as primeiras ruinas...
eu estava lah!!!
muitos turistas q alem de chatos estragavam as fotos
nao dah pra ver, mas passa um rio nesse vale. a trilha segue este rio durante muito tempo Sexta-feira, Agosto 8
Nesta quinta fizemos uma passeio chamado Vale Sagrado. Mais tarde falamos mais sobre ele pq temos q dormir cedo. Amanha tem trilha inca. Enquanto isso, curtam as fotos...
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Estou realmente apaixonado por Cusco! No passeio que fizemos, descobri que eh uma cidade de 350mil habitantes, vive da agricultura e, principalmente, do turismo. Mas eh pouco. Apesar de ser o lugar onde ficamos mais tempo ateh agora, gostaria de interagir de verdade com a populacao local, sair do roteiro turistico. Eh o que tento a todo momento, mas eh dificil, ateh mesmo por falta de conhecimento.
Nesta quarta, quando fomos comprar nosso saco de dormir para trilha inca, deu para conhecer a parte mais pobre daqui. Segundo nosso guia gala-caoseiro do dia anterior, a cidade cresce para o sul. E foi para lah que fomos. A moca da agencia nos indicou a Uruguaiana daqui. Simplesmente igual. Apenas as barracas de comida, que no Rio vendem joelho e guarana natural, sao diferentes. Aqui, vendem-se batatas fritas bem gordurosas entre outras massas, sempre fritas, estranhas. Enfim, as casas coloniais mescladas com pedras incas foram trocadas por ruas normais com casas pobres. Se ve muita pobreza em Cusco, assim como o pouco que conheci da Bolivia e do resto do Peru. Nada tao extraordinario. Moramos no Rio e conhecemos a miseria de perto. Algo que percebi eh que aqui as criancas trabalham muito cedo. Nao soh as que vendem chocolates e cigarros na porta das boates, mas tambem em restaurantes, hoteis e lojas de artesanato. Por exemplo, segunda ou terca estavamos negociando uma das lembrancas de voces com uma menina que aparentava ter 13, no maximo 14 anos. No restaurante que almocamos neste dia a mesma coisa. Vejo tambem que no Peru ou na Bolivia tudo eh chorado. Desde precos de artesanato, ateh restaurantes, taxis, hoteis, tudo! A gente chora em tudo e consegue desconto em tudo. O que acontece eh que nada tem preco. Eh o preco da sua cara de europeu ou americano. Meu pai com certeza odiaria isso. Mas chega a ser engracado. Estavamos negociando umas camisas do time de futebol daqui (fiquem curiosos pra saber quem vai ganhar) e a menina, a mesma jah citada, queria 25 sois na de manga comprida e 20 na de manga curta. Compramos duas compridas e uma curta por 30 sois. Agora tambem pechinchamos por esporte. Choramos em tudo e por quantias irrisorias. Voltando a cidade, o que mais me admira em Cusco eh a mesclagem de pedras do tempo dos incas com a beleza da colonizacao espanhola. Andamos por perto da praca e as casas sao construidas sobre imensas pedras incas. Li uma vez, ou meu tio me disse, que quando ha terremotos aqui as edificacoes incas sao as que menos sofrem. E pelo que vemos dah pra entender porque. Alem da beleza historica, Cusco possui uma natureza esplendida. Fincada entre as montanhas a mais de 3300m, parecemos estar mais perto das nuvens aqui. Elas sao como grandes chumassos de algodao que ao cair da noite sao um show de beleza! Ha tambem um clima muito gostoso. Nao falo do frio, que tambem me agrada, mas da grande quantidade de pessoas jovens e, principalmente, felizes. Acho que isso gera uma energia que flui com facilidade pela cidade. As pessoas sao bonitas. Nao soh os estrangeiros, mas tambem os cusquenos e limenos, que invadem a cidade nas ferias. Enfim, Cusco eh uma cidade foda! Envergonha-me lembrar que ha poucos meses atras conversava com meu tio sem simplesmente saber que ela existia. Se brinco com meu pai dizendo que ele poderia ser secretario de turismo de Niteroi, eu seria facil facil o daqui de Cusco.
uma das ruazinhas de cusco. reparem nas pedras incas a direita (a esquerda eu jah nao sei...)
cusco eh realmente um charme
menina de sete anos no batente. normal... Terça-feira, Agosto 5
Viernes proximo, dia 8, as 5 da manha, estaremos partindo para a Trilha Inca. Serao 4 dias de caminhada, sob uns 5 graus negativos e com uns 10 kilos nas costas, para chegar a cidade perdida de Machu Picchu. Estamos ansiosos.
Hoje foi o dia de fazer city tour em Cusco. Muitas ruinas, igrejas e museus. A diversao ficou por conta do nosso guia, um peruano metido a gala que contava muita mentira. Nem as historias sobre os incas e sobre as pinturas da catedral a gente sabia se eram verdade. Alem da catedral, onde nao se pode fotografar, o melhor do passeio foi a ida a Saqsaywaman e a um convento dominicano, construido sobre o q era para os incas o Templo do Sol (Qorikancha). Saqsaywaman foi uma grande cidade inca, q, segundo nosso guia peruano mentiroso e metido a gala, demorou cerca de 55 anos para ser construida, isso com vinte mil homens trabalhando todos os dias. Sera q eh verdade? Talvez nao, mas eh incrivel imaginar como eles carregavam e colocavam uma sobre outra aquele monte de pedras gigantes q devem pesar muitas toneladas. Deste lugar tb dah para ter a melhor vista de Cusco, de onde eh possivel observar toda a cidade.
renato com sono e de mau-humor, hoje de manha, na plaza de armas
o convento
reparem em um dos templos inca, atras dos arcos-perfeitos (era esse o nome?)
um dos corredores do convento
mais uma vez o convento
a cidade dos 55 anos...
e 20 mil homens!!
vejam como cusco, capital do imperio inca a 3390m, estah entre as montanhas
plaza de armas vista de cima
ze-testa mandou outro abraco. acho q isso parece com um dolmen ou algo do tipo
antonio bandeiras, nosso guia, q nao tinha o lateral esquerdo Domingo, Agosto 3
CUSCO
Enfim, Cusco. Chegamos 5 horas da manha e estavamos exaustos. Foi dificil achar um hotel pq a cidade estah lotada. Encontramos um a 6 dolares e sentimos saudade do precinho da Ilha do Sol. Acordamos tarde e fomos dar uma volta pela cidade. Cusco eh um charme, nao soh pelas suas ruas estreitas e edificacoes coloniais, mas tb pelo clima jovem. A noite, fomos procurar uma boate e descobrimos que a entrada, na maioria, eh gratuita. Eh obvio que a cerveja (Cusquena ou Pilsen) eh bem cara, 6 sois. Na discoteca, como sao chamadas aqui, vimos muitos europeus, israelenses e peruanos de Lima, que passam ferias em Cusco.
uma das igrejas da plaza de armas. essa bandeira colorida nao eh a gay, mas a da cidade
plaza de armas, point dos turistas no domingo
...
pense...
mauricio 1h30 no tel com a tais. coitada da vo dela...
repare como a cidade eh cravada entre montanhas
aula do ze-testa seviu pra alguma coisa??
a cidade eh foda!!!
uma das lindas ruas da cidade
ai vazo, o churros aqui ainda eh 0,50!
PUNO
Chegamos em Puno para ficar apenas quatro horas, tempo necessario para conhecermos as ilhas flutuantes. O passeio, a 12 sois, era recompensador. Assim como as ilhas, casas e barcos eram feitos com uma planta que cresce em abundancia no lago. Fomos de uma ilha a outra num barco trancado com essa planta que esqueci o nome. Segundo o ¨comandante¨, essas embarcacoes demoram um mes para ficar prontas (mao de obra de duas pessoas) e duram aproximadamente um ano. As ilhas estao ateh bem desenvolvidinhas. Vimos placas para captacao de energia solar, alem de escolas flutuantes. O artesanato pareceu ser a maior fonte de renda do local. Fomos pra rodoviaria pegar o onibus para Cusco, antiga capital do imperio inca e mais tarde do imperio espanhol. O onibus, que era pra ser confortavel e com bancos super-reclinaveis, mais parecia a feira de Sao Cristovao. Nao satisfeitos em vender os espacos dos assentos, foram vendidos tb os corredores. Bom, nao precisa dizer mais nada. Fizemos uma viagem de nove horas tipo 484-Olaria em hora de rush. Por causa do frio, o onibus ia todo fechado. Faltava ar e o cheiro tb nao era dos mais agradaveis.
parte peruana do lago titicaca. vegetacao com q se faz tudo
uros, uma das 35 ilhas flutuantes
um pequeno recolhe a tal vegetacao
estavamos lah!
nossa ida para outra ilha num barco local
...
divirtam-se!!!!
amadeo - peruano caoseiro q levava o barco
ILHA DO SOL - PUNO
Acordamos cedo e pegamos uma ¨carona¨ (15 B$ cada) num barco pra Copacabana. Tinhamos que estar na cidade 13h30, onde o onibus para Puno nos esperava. Puno eh a cidade peuana a margem do lago Titicaca. Sem maiores problemas, o onibus parou na fronteira para carimbarmos os passaportes. Jah estavamos em terra peruana e a unica diferenca aparente era a mudanca de moeda. Um dolar vale 3,45 sois peruanos, enquanto antes valia 7,60 bolivianos.
Curiosidade:
Mesmo sem o mar, perdido para o Chile, a Bolivia mantem uma Marinha, q acho q deve ter suas atencoes todas no Titicaca. Ao passarmos por um posto oficial, vimos o lema: “O mar nos eh de direito. Nosso dever eh recupera-lo.”
ILHA DO SOL
O melhor q fizemos foi no dia seguinte partir para a Ilha do Sol, a 1 hora e meia de Copacabana num barco a motor. No caminho, bonito demais, dava para ter ideia do tamanho do lago, q acho tem cerca de 8000 ou 9000 km2. Dava tb para ver muitas de suas ilhas. A maior q vimos foi a Ilha do Sol, onde tem uns hoteizinhos bem simples e um visual verdadeiramente alucinante. Chegamos lah por volta de 3 de tarde e fomos fazer uma trilha de 3 horas q nos levaria para a parte norte da ilha. Com alguns percalcos no caminho e muitas paradas para tirar fotos, curtir a vista e principalmente descancar das subidas, chegamos bem de noite ao norte, onde passamos a noite. O povoado do lugar era bem pequeno e simples, com pessoas q pareciam ser ingenuas e muito ligadas a cultura local. Via-se grupos de pessoas juntas fazendo musica, com tambore e flautas. Alem disso, embora soubessem falar espanhol, o q mais se ouvia era o dialeto dos aymaras, q sao, junto com os quechuas, uma das tribos descendentes dos incas. Uma coisa curiosa foi q no lugar em q comemos, q eh forcacao chamar de restaurante, nao se vendiam nem se usavam produtos industrializados. Os temperos, todos naturais. Para beber, nada de refrigerantes, soh sucos. O CEU O ceu, visto a noite da Ilha do Sol, eh de uma beleza incrivel. Com uma quantidade enorme de estrelas q parecem muito mais proximas, preferimos nao tirar fotos e guardar soh na nossa memoria.
o titicaca imenso e azul (pra tais)
gringos no barco rumo a ilha do sol
paisagem vista do barco (dah pra ver os cabos de eletricidade q cruzavam as aguas)
movimentacao no lago
burros e lhamas na ilha do sol
na bolivia eh comum carregar as criancas nas costas
artesanato sempre presente onde estavam os turistas
llamitas
na parte sul da ilha
ainda no sul
bailarina no titicaca (pra galera do handebol)
uma das merecidas pausas para curtir o visual
a parte marcada da trilha
caminhada de tres horas a uns 5 graus. frio e calor ao mesmo tempo
a beleza do por do sol justifica o nome da ilha
norte da ilha
COPACABANA
Por sorte nossa, chegamos por volta de 5 da tarde, o q permitiu q deixassemos as malas no hotel e fossemos ver, as margens do Titicaca, o por do sol mais bonito q ja existiu. Estavam com a gente a Daniela e um ingles muito chato, q dormiria no nosso quarto e nos acordaria bem cedo fazendo barulho com suas sacolas. Para terem ideia de como o cara era mala, alem de ingles ele era fisico e formado em Cambridge. Mesmo sendo Copacabana uma cidade em q parece nao haver nada alem do turismo, os hoteis com precos razoaveis eram todos muito ruins. Ficamos num q, a 15 bs, tinha banheiros sem luz e privadas sem tabuas, alem de uns nativos estranhos q nao falavam espanhol e q ficaram gritando de madrugada. Os restaurantes tb nao eram bons. Mesmo com uma truta deliciosa a um preco bom (15 a 25 bs), o servico era pessimo. Demorava, levavam o prato errado e erravam tb na conta. Na volta do restaurante para o hotel, um fato curioso e triste. Paramos diante de um grupo de criancas, q brincavam em roda de um tal de “pato, pato, pum” ou algo parecido. Logo comecamos a conversar e a brincar do tal jogo com elas. Era impresionante como eram lindas e amaveis. Ao verem nossas maquinas fotograficas, a brincadeira passou a ser tirar fotos. Todas bateram pelo menos umas tres fotos e sorriam de um jeito tao espontaneo q dava gosto ver, principalmente qdo se observavam nas fotos da maquina digital. Mais de uma hora depois, chegaram as maes delas, q acho eram comerciantes ou camelos do local. De inicio, riram com as criancas e pareceram se divertir tb com as fotos os filhos tiravam. Mas, logo depois, mandaram q as criancas cobrassem pelas fotografias. Obedientes, elas imediatamente trocaram os sorrisos por uma cara tao melancolica quanto a dos pedintes q do Rio. Compramos chocolates para elas, mas as maes insistiam para q conseguissem dinheiro. Como nao damos, as criancas ficaram com uma cara triste, q parecia falsa mas agradava as suas maes. Com um clima horrivel, voltamos para o hotel. Deu para sentir de perto um pouco da grande pobreza em q se vive na Bolivia, um pais em que vemos pouquissimos menores abandonados, mas onde muitas criancas desde cedo trabalham para seus pais.
por do sol em copacabana
nos e jack, o ingles mala
foto tirada por uma das criancas
calma que a sua maquina esta inteira tais
e as criancas se divertiam com a digital
uns gringos se meteram na foto, mas dah pra ver como as criancas sao bonitinhas
as criancas batiam as fotos, mas enquadrar jah era demais...
copacabana nao era muito mais que isso...
copa vista do barco
A VIAGEM PARA COPACABANA
Sob uma temperatura de cerca de 0 graus, a ida de La Paz para Copacabana foi impar. O onibus, muito ruim, parecendo saido de um filme latino dos anos 50. O caminho, fantastico. Qdo pela primeira vez se pode ver o Titicaca, todos no onibus ficaram calados, olhando impresionados, desde os bolivianos q jah deviam conhecer o lugar ate o simpatico Martin. O lago fica entre muitas montanhas e eh de um azul lindo e uma imensidao inacreditavel. O Renato perturbou repetindo: “cara, e isso eh um lago… isso eh um lago…”. Para mim, ser ou nao um lago nao era o mais importante, e sim a beleza incrivel da paisagem, com uma imensidao de agua entre picos nevados e montanhas enormes. Antes de chegar ao Titicaca, o onibus passou por vastas terras ocupadas com agricultura e pecuaria, onde havia tambem acampamentos para treinamento do exercito.
visual foda no caminho para copacabana
casas a margem da estrada para copa
o onibus tosco, com a daniela, bolivianos e gringos
nosso onibus cruzando um lago antes do titicaca. reparem onde vai a bagagem...
lavando a roupa no lago
macaco martin: nosso companheiro de onibus
lago que a gente nao sabe o nome
a imensidao do titicaca
O MALA DE NOVO
Um detalhe foi q em Copacabana encontramos o cara de Cascavel, aquele mala q tava no onibus ate Corumba, q jah tinhamos visto em La Paz e q aparece feito o Mestre dos Magos. Referindo-se as ruinas incas com uma sensibilidade cultural fantastica, ele, q jah tinha ido ao Peru e passado so um dia, disse q nem valia a pena visitar o pais, pq lah soh tinha pedra. Quarta-feira, Julho 30
INDO PRO TITICACA
Na quarta de tarde, pegamos o onibus para Copacabana, q fica as margens do Titicaca. Era um onibus muito tosco, em q viajaram nos, muitos bolivianos e um macaco prego chamado Martin. Foram 4 horam bem apertados em bancos q nao desciam, mas q foram compensadas com um visual ainda melhor q da chegada em La Paz. Aguardem!!!
indo pegar o onibus, a parte pobre de la paz
caretas
la paz de cima vista da parte pobre
ANIVERSARIO DO NININHO
Na noite de terca, nossa segunda night. Fomos a um barzinho com o pessoal do hotel: um casal de israelenses gente boa e a galera q conhecemos em Sta Cruz, a brasileira e os dois tb israelenses, carinhosamente chamados de Nino e Nininho, q fazia aniversario.
adi, nino, mauricio e daniela; nininho e homer.
a pacena, sempre ela!
Curiosidades de La Paz:
- Nao sei se tem a ver com o transito complicado e com as ladeiras, mas nao ha mulheres dirigindo em La Paz. - Os homens, como no Brasil, olham para a bunda das mulheres qdo elas passam, mesmo sem quase todas terem bunda. - As mulheres da cidade se escondem das fotos. Qdo aparecem, logo vao te cobrar por isso. Pedem 5 ou 10 bolivianos, mas da gente nao levaram nada. - O pessoal de La Paz, acho q de toda a Bolivia, nao gosta dos chilenos. Pelo q perguntamos, eh por causa da guerra em q perderam a saida pro Pacifico.
mulheres na plaza san francisco
essa eh pra galera da eco - bailarina internacional, mercado das bruxas, la paz
comercio no mercado das bruxas
comercio no mercado das bruxas
LA PAZ
Chegando em La Paz, segunda-feira por volta de 11horas, deu pra sentir um pouco os quase 4000 metros de altitude. Mas, mesmo com pouco ar e forte dor de cabeca, deu pra gostar da cidade. Qdo se chega, ve-se toda a cidade de cima, com montanhas nevadas atrás. Fantastico!!! Eh um lugar bem diferente de qualquer outro q jah conhecemos. O transito eh muito caotico, muito mesmo, e quase todas as ruas ou sobem ou descem, nao ha quase nada plano. Ha tanto gente engravatada como muita gente miseravel. Nosso hotel, encontrado depois de irmos a varias espeluncas, tb eh bem bacana. Mesmo sendo o mais caro ateh agora, a 25 bs, fica bem no centro e tem gente de todos os cantos do mundo. No nosso quarto, dividimos espaco com um ingles meio doido, com quem nao dava para se comunicar e um frances muito gente fina, com quem rolou um inedito francanhol (viva Sonize!)
visao q tivemos ao chegar em la paz
um pouco da zona no transito
plaza san fancisco
movimentada rua do centro de la paz
foto de uma rua do centro e ao fundo um morro tomado de casas
a praca do governo
criancas na praca do governo
Ver o nacer do sol no meio das montanhas foi o mais fantastico ateh agora. Acho q pela foto dah para imaginar. Compensou todas as 16 horas de frio num onibus sem banheiro q soh fez 1 parada.
Obs: a estrada de Sta Cruz para La Paz passava pelo meio das montanha com so duas pistas estreitas, sem acostamento ou protecoes. Qualquer curva mais arrojada, ne Soneca e Bernardo, ja era, num precipicio gigante. ![]() Terça-feira, Julho 29
PARA LA PAZ
Chegamos nos arredores da rodoviaria com muita fome. Enfrentamos mais uma vez ele, o nosso querido pollo dorado, adicionando ainda um espetinho variado, semelhante ao das esquinas sujas do Rio. Chegando a hora de partir, o tal de bus cama nao passava de um onibus tosco, sem banheiro para as 16 horas de viagem. Como era nossa segunda noite sem cama, nossas colunas comecavam a reclamar. Para piorar o desconforto, durante a noite acordamos com uma pedrada no vidro. A pedra acertou a janela do banco em frente ao nosso e os estilhacos chegaram a voar em mim. Ninguem se feriu, pero a hora tinhamos uma janela totalmente aberta num frio absurdo. Foi uma noite mal dormida que compensou apenas com o nascer do sol cercado de montanhas andinas. O Mauricio, frenetico, comecou a bater muitas fotos. E nao era pra menos. Inesquecivel!! Sobre a pedra, o motorista disse que as vezes acontecia e era coisa de chicos levados.
sol nascendo nos andes
indo para la paz
reparem no vidro quebrado
SANTA CRUZ
Chegamos em Sta Cruz por volta das 11. Como a estacao de trem eh tb a rodoviaria, garantimos logo a passagem para La Paz, as 19:30h, a 80bs, num tal de "bus cama", q prometia uma boa dormida de noite. Comprando a passagem pro mesmo bus q nos, conhecemos uma curitibana, q estah fazendo uma viagem parecida a nossa, mas sozinha (fanfarrona), alem de dois israelenses q, depois de seis meses no Brasil de bobeira (playboys), iam conhecer os Andes. Ainda na rodoviaria, nos despedimos dos nosso amigos de Quijarro, galera muito gente boa, e partimos para conhecer a primeira cidade boliviana sem Skol nem Kelly Key. Na praca em frente ao Terminal Bimodal (esse era o nome), bateu de novo aquela felicidade de estar no meio de uma cultura tao diferente qto a boliviana, q nao da pra descrever. Logo achamos uma internet a 4bs/h, onde descarregamos as primeiras fotos e pela primeira vez escrevemos no blog. O ponto alto do lugar foram dois gordinhos, com uma big coke na mao, vendo paginas de sacanagem. Ate ai tudo bem, mas tinha um enorme aviso dizendo q isso era proibido. Entao, os gordinhos tinham q dechavar do mala q cuidava dos computadores, de sua mama, e ainda se divertir. O mais engracado eram as risadas, tipicas de gordinhos fanfarroes. Eles catucavam a gente, pra mostrar as mulheres, e gargalhavam. Apesar de toda a desenvoltura, um deles rodou em flagrante. O cumplice, ao inves de ajudar, se mijava de rir. Eu e Mauricio tb. Saindo da internet, 4 horas depois e 16 bs mais pobres, fomos conhecer a praca do centro, onde havia muitas barracas de artesanato, mas tudo pra turista. No mesmo lugar, muitos predios historicos e museus. Por acaso, no dia estava havendo uma festa de confraternizacao Bolivia e Peru, em homenagem ao aniversario da republica peruana (pelo menos foi o q entendemos). Fechando o cenario, mulheres muy hermosas, como o peruano Afonso nos antecipou. Nesse caminho, vimos tb muitos carroes e restaurantes caros, o q nao existia ate entao. Segundo um taxista q pegamos, Santa Cruz eh a cidade mais desenvolvida da Bolivia, embora La Paz seja a q tem maior populacao.
os gordinhos!!
na praca principal de sta cruz
eu e mauricio na igreja da praca
a festa q tava rolando
a praca
FINALMENTE O TREM DA MORTE
Antes de subirmos no trem, comemos mais uma vez o jah tradicional pollo dorado. No vagao, apesar dos assentos estreitos, do frio e das bolsas das velhas bolivianas, q nao deixavam os bancos descerem, a viagem ateh q foi tranquila pra mim, embora o Mauricio tenha reclamado o tempo todo. Um detalhe foi q, logo q soou a buzina de partida, muitas da velhas bolivianas, maioria no vagao, fizeram o sinal da cruz. O mais interessante da viagem, com paisagens nada atraentes, eram as paradas em pequenas cidades do interior boliviano. A cada vez q o trem parava, muitas criancas e velhas vendiam cafe, limonada, comidas locais, frango e o q mais se pode imaginar. Era uma gritaria louca: cafeeeeeeeee, limonaaaaaaaaadaaaaaa friiiaaaa, eeeeeeeeeeeeempanadaaaaaaaaa, pollo pollo pollo pollo. Parecia q aquele comercio era a unica fonte de renda daquela gente. Certas horas, esse tumulto enchia e a diversao eram os amigos do dia anterior, q viajavam no vagao atras do nosso. Com a viagem ficando cansativa, nao viamos a hora de chegar em Sta Cruz de La Sierra, q pelo visto nao fica na altitude, mas de onde sabemos pouco, jah q o guia ficou na Tijuca...
estacao em quijarro
comercio nas paradas.
foto tirada de dentro do trem
MAIS UM DIA EM QUIJARRO
Como o trem nao saiu, tinhamos q ficar na cidade ate as 3 da tarde de sabado. O negocio era relaxar e tentar aproveitar o pouco q havia em Porto Quijarro. Catamos o hotel mais barato e, depois de visitar muitas espeluncas, encontramos um q ate era bonzinho, a 12.5 bs cada (facam as contas pros reais: R$1,00 =2.6 bs). De noite, fomos dar uma voltinha pela cidade e conhecer a Pacena (leia-se pacenha), que segundo os bolivianos eh a 2ª melhor cerveja do mundo. Jogamos tb um pebolim, contra os bolivianos, a 0.50 bs duas fichas (o Julio do DCE faliria aqui). Se ganhamos, claro! Como nos, da mesma nacionalidade de Vivinho e Waltinho, poderiamos passar vergonha em terras estrangeiras?! A Pacena realmente agradou, mas os 4 bs q custava tornava a Cintra de 2 mais atraente. Detalhe q o slogan da Cintra eh: "puede haber igual, mejor na hay!". Q coincidencia, ne!? Procurando um lugar pra comer, encontramos uns 'amigos' estrangeiros, q sairam do Rio no mesmo onibus q nos. Gabriela e Afonso, peruanos, e Miguel, chileno, nos fizeram uma otima companhia. Comendo umas pizzas, a noite rendeu muitos papos em bom portunhol e muitas risadas. Soh voltamos para o hotel depois de meia-noite, para acordarmos quase ao meio-dia.
onde ficamos nesta noite
mauricio e a famosa pacena!
nossos amigos, em foto tirada em sta cruz Domingo, Julho 27
A PARTIDA
O trem sairia as 3 da tarde. Esperando, fizemos hora pela cidade, onde nao havia nada para conhecer. Comemos de almoco um bom pollo dorado, um big frango frito com direito a batata frita, banana frita, arroz e salada com alface, tomate e beterraba, tudo a 5 bs, ou 2 reais. O problema foi na hora da partida, em que o auto-falante anunciou q o trem daquele dia havia sido cancelado por causa de um descarrilhamento. Pela reacao das pessoas, acho q eh uma coisa normal de acontecer.
o "restaurante" onde comemos um delicioso pollo dorado! ao fundo, a estacao de el train de la muerte!!!!
AS PASSAGENS
Chegamos na estacao umas 10 da manha. A “boleteria” ainda estava fechada, mas ja havia tres filas formadas, uma para homens, outra para mulheres, outra para velhos e gestantes. Qdo comecaram as vendas, cerca de meia hora depois de chegarmos, apareceram varias outras pessoas na fila. Umas entravam tranquilamente na frente. Outras mostravam numeros escritos nas maos com pilots, q indicariam o lugar q tinham guardado. Demorou um bom tempo ate q chegou nossa vez. Compramos na terceira melhor classe, a Pullman, a 115 bs. Detalhe q as outras duas classes piores, chamadas ironicamente de primeira e segunda e com passagem por cerca de 50 bs (+- 20 reais), so tinham passagens para segunda-feira, enquanto na Pullman ainda sobravam lugares. Outro detalhe foi q teve uma mulher q ficou, com o filho no colo, na fila dos homens, enquanto o cara ficava sentado num banco esperando. Sera q isso eh um habito na Bolivia?
NA BOLIVIA
A 6 km de Corumba fica Porto Soarez, a primeira cidade boliviana, para onde fomos ainda de carona no onibus em que saimos do RJ. Eram umas 5 da tarde (1h de fuso do RJ) qdo cruzamos a fronteira, onde pagamos uma taxa de 4 reais q nao sei se tinhamos ou nao q pagar. Depois, fomos a uma “agencia de viaje e cambio”, entre as muitas q tinham por la. Eram, na verdade, umas salas com uns 3 ou 4 bolivianos e no maximo um computador. Queriamos trocar 100 dolares e ver se compravamos a passagem pro trem da morte, q sairia no dia seguinte. A passagem nao deu para comprar, pq, segundo o cara da agencia, o guiche da ferroviaria, em Porto Quijarro, ja estaria fechado. Nos dolares, o malandrao tentou nos dar 660 bolivianos, em vez dos 760 devidos. Depois, tentou descaradamente enganar a gente mais umas 2 ou 3 vezes, mas deu para sair com tudo certo, eu acho. Porto Suarez e uma cidade curiosa, em que parece q so ha lanchonetes, agencias, taxis(muitos) e malandros(muitos tb). Alem disso, ha muito do Brasil por la: as pessoas bebem Skol, escutam Kelly Key e assistem a Globo, embora falem español. Para dormir, preferimos voltar a Corumba, num taxi a 10 reais com um taxista gaucho e fanfarrao. No dia seguinte, voltariamos a Bolivia, mas a Porto Quijarro, q de taxi fica a 5 minutos e 10 bolivianos da fronteira, para comprar as passagens direto no guiche.
um boliviano em uma caminhonete brasileira, cruzando a fronteira
nós cruzando a fronteira
RIO- CORUMBA
A viagem do Rio para Corumba foi boa, embora ainda no Rio tenhamos nos dado conta do primeiro problema: tinhamos esquecido o guia de viagem. Mas nao dava para fazer mais nada. No trajeto, por sorte, deu para dormir legal. A decepcao foi q nao encontramos nenhum mochileiro, fora um cara de Cascavel q era a maior mala. O cara perturbava, contava um monte de mentira, era intrometido e queria colar com a gente. So na fronteira conseguimos despistar ele. A melhor parte da viagem foi a passagem pelo Pantanal, em que o Renato parecia uma crianca procurando os jacares e uns passaros maneiros.
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passando pela nova ponte. antes isso era feito de balsa.
isso tudo soh pela janela do onibus
um desafio: achem os dois jacarés da foto!! |
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